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a-tra-vés / through

I
Além de um longo descampado consigo avistar uma imensa massa verde que se destaca no horizonte. Ela, estranhamente, me magnetiza como uma miragem, me atrai com uma força estranha e descomunal para seu interior como se lá houvesse algo a ser vivenciado. Inconscientemente, caminho lentamente em sua direção, atravesso o descampado e aos poucos a vegetação rasteira se aproxima da minha cintura. Corro a mão gentilmente sobre ela, gradativamente ela cresce e acolhe meu corpo, como se me abraçasse aos poucos.
No perambular, como que hipnotizado, tento alcançar seu interior, e ao passo que me aproximo, mais densa ela se torna, sempre progressiva, em transições imperceptíveis fico diminuto perante o porte que ela vai tomando a cada novo caminhar. Não sinto nenhuma interrupção abrupta, tudo flui, é sempre um constante de passagem, um continuum, uma sensação que se liga à próxima, mesmo que em certos momentos meu olhar se fixe em pequenos detalhes que a compõe, não me aprisiono a isto e sigo a me deslocar.
Não sou somente eu quem se move, ela se movimenta em resposta a mim e a uma infinidade de outros elementos, sobre os quais não possuo controle. Nos movemos juntos, a ponto de não mais saber se é ela que interfere em mim ou eu que interfiro nela.
Aos poucos, como em um descobrir, visualizo um ponto de luz distinto, sou atraído a ele, caminho em sua direção. Quanto mais me aproximo, mais forte ele se torna. No início era somente um ponto, agora um forte facho de claridade que se mistura à sensação de acolhimento que a ela mantém com meu corpo. A cada passo a luz fica mais intensa, até o momento em que fico prestes a tocá-la, porém para isto preciso, agora sim, romper uma barreira, um portal. Não hesito e entro. Como em uma epifania adentro a clareira onde, uma vez mais, a luz se abunda e rompe a leve transição que havia vivenciado. Agora, tudo é claro e ainda mais vertical, a escala é outra e penso como seria se outros estivessem aqui desfrutando deste mesmo local.
II
Entre o ir e vir, entre o acessar e o sair, entre as distintas hierarquias, como meu corpo se comporta? Como seria se nenhuma porta mais abrisse? O que ocorreria se o simples transladar nos possibilitasse não somente o acessar, mas também, uma gama de sensações indicativas da vivência do presente e não mais de um novo estado a qual se sonha acessar? O que aconteceria se as dialéticas conformadas através de uma ruptura sensorial, tais como aquelas estabelecidas corriqueiramente entre o público e privado, entre o dentro e o fora, entre o passado e o futuro, fossem dissociadas?
Uma vez que não há como experimentar um conhecimento metafisico sobre um próximo estado - o estar dentro ou fora, por exemplo - somente é possível vivenciá-lo a partir do momento em que se encontra neste outro estado. Ou seja, só compreendemos realmente o que significa “estar dentro” a partir do momento que presenciamos este novo momento.
Almejamos alongar a ruptura que ocorre entre dois estados distintos, dissolver uma linha rígida em um degrade de pontos que se expandem e, assim, conformar um espaço que nos lembra, agora e continuamente, de um presente estar entre, ou através.

I
Beyond a vast clearing, I’m able spot an immense green mass that stands out on the horizon. It, strangely, magnetizes me like a mirage, attracts me with a strange and extraordinary force to its inside as if there was something there to be felt. Unconsciously, I walk slowly toward it, cross the clearing and gradually the undergrowth approaches my waist. I run my hand gently over it, as it grows and welcomes my body, as if to hold me gently.
In wandering, as if hypnotized, I try to get to its inside, and while I approach it becomes denser, always gradually, in imperceptible transitions I become small towards the size that it takes with every new step I take. I Feel no abrupt interruption, everything flows, it is always a constant in passing, a continuum, a feeling that binds to the next, even if, at times, my eyes are set on small details that compose it, I’m not trapped in them and keep on going.
It’s not only me who is moving, it moves in response to me and to multitude of other elements over which I have no control. We move together to the point of not knowing if it is interfering with me or if I interfere with it. Gradually, as a discovery, I spot a distinct point of light; I am attracted to it; I walk towards it. The closer I get the stronger it becomes. In the beginning it was only one point, now it’s a strong beam of light that blends to the sense of enfolding that it has with my body. At every step the light gets more intense until the moment I'm about to touch it, but for this I now need to break a barrier, a portal. I do not hesitate and enter. As in an epiphany, I step in the clearing where, once again, the light abounds and disrupts the smooth transition that I had experienced. Now, everything is clear and even more vertical, the scale is another and I think how would it be like if others were here enjoying this same place.
II
Between coming and going, between access and exit, between the different hierarchies, how does my body behave? What if no further door was opened? What would happen if the simple displacement enabled us not only to access, but also provided a wide range of sensations indicative of the experience of the present and not of a new state to which one dreams to access? What if the dialectics conformed through a sensorial rupture, such as those routinely established between public and private, between inside and outside, between the past and the future were dissociated?
Since there is no way to experience a metaphysical knowledge about an upcoming state - be inside or outside, for example - you can only experience it from the moment you find yourself in this other state. I.e. we only understand what it really means to "be inside" once we live this new moment.
We aim to lengthen the breach that occurs between two distinct states, to dissolve a rigid line in a gradient of points that expand and, thereby, to conform a space that reminds us, now and continuously, of a present being in between, or through.


Status: construído - build
Área/Area: 105,00 m2
Autores/Authors: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes
Equipe/ Project Team:Ana Júlia Filipe, Bárbara Zandavali, Maguelonne Gorioux, Felipe Gomes, Severine Bogers.
Local/Location: Museu Oscar Niemeyer - Curitiba - Brasil

ALEPH ZERO - AIRBNB ROOM from felipe gomes on Vimeo.


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Airbnb room

Status: construído – build
Área/Area: 19,25 m2
Autores/Authors: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes
Equipe/ Project Team: Bárbara Zandavali, Lucas Kodama, Maguelonne Gorioux, Felipe Gomes.
Cliente/Client: Airbnb
Localização/ Location: Curitiba– Brasil



Clínica Odontológica

A ampliação de uma pequena clinica de ortodontia situada em Curitiba ocorre através da adição de um volume poroso de luz. Cravejado de tijolos artesanais de resina com pequenos recortes de cobre, o volume causa uma sensorialidade especifica a quem ali está, como se de alguma maneira fosse possível congelar a constante modificação do material no tempo e deixar esta pausa disposta à contemplação. Assim, pretende-se com este paradoxo temporal, aliado às aberturas para luz natural, causar uma sensação de conforto e calma nos pacientes. Ao anoitecer o efeito se inverte, o volume não mais recebe luz pelos poros, mas sim emana luz para suas proximidades.


Dental Clinic

The extension of a small dental clinic located in Curitiba occurs through the addition of a porous volume of light. Studded with handmade resin bricks containing small cutouts of copper, the volume causes a specific sensoriality to those who are there, as if it were somehow possible to freeze the constant modification of the material in time and leave this pause open to contemplation.
Thus, it is intended with this temporal paradox, combined with openings for external light, to cause a sense of comfort and calmness to patients.
At dusk the effect is reversed, the volume no longer receives light through the pores, but emanates light to its surroundings.


Status: Construído - Built
Área/Area: 82,80 m2
Autores/Authors: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes
Equipe/ Project Team: Pamela Zardo, Lucas Issey Kodama, Felipe Gomes

Localização/ Location: Curitiba – Brasil



Cobertura para o vão central do Mercado Público de Florianópolis
1º Lugar no concurso nacional
1º Place in the national competition

Há, no contexto onde se insere o projeto, uma multiplicidade de tempos concomitantes, pautados nos últimos 160 anos pela afluência de usuários ao Mercado Público de Florianópolis, cuja história inclui demolições, mudanças de local, renovações diversas, e a participação ativa de gerações de consumidores, vendedores e administradores. A nova cobertura para o vão central configura-se, então, como mais um elemento nessa narrativa, e como tal deve respeitar e adicionar ao existente sem tornar-se irrelevante ou caracterizar-se como mero fechamento. Cria-se uma nova escala, protegida dos elementos, com o intuito de suportar adequadamente novas histórias complementares: feiras temporárias, apresentações culturais, festividades, projeções, desfiles, etc.

“É preciso ser leve como o pássaro e não como a pluma.” VALÉRY,Paul (1930) apud CALVINO, Ítalo (1990) p. 28
Por tratar-se essencialmente de projeto arquitetônico composto por uma superfície que pousa sobre o contexto existente quase sem tocá-lo, a premissa da leveza, entendida como precisão e determinação (CALVINO, I.), é condicionante fundamental. A leveza, assim percebida, não está vinculada meramente à uma ausência de peso do sistema construtivo, mas a uma certa tensão entre a força da gravidade e as peças de aço em forma de “V”, que encontram-se suspensas, à pairar fixamente um pouco acima da cota dos telhados existentes de maneira a criar um vazio por onde o ar circula livremente. Para realizar tal composição, buscou-se um sistema que permitisse a execução de grandes vãos com um mínimo de componentes e cujo arranjo é resultado de um pensamento simples: a localização dos dois pontos de apoio distantes 36m entre si deveria dar-se ao longo do eixo central alinhado aos pilares existentes, de modo a se manter a configuração do espaço existente, e se evitar que as novas fundações gerem interferências perigosas ao embasamento do edifício histórico. Sobre os mencionados pilares apoia-se, então, uma viga principal em perfil retangular onde conectam-se vigas intermediárias, inclinadas em direção à calha central e distanciadas umas das outras em vãos de 12m.
A última camada da cobertura consiste em uma membrana leve e de grande resistência fabricada em composto de ETFE impresso com padrão de micro círculos prateados para sombreamento parcial (variável de 10% a 50%) do espaço abaixo. Prevê-se, ainda, que essa membrana possa ser retraída através de um sistema automatizado no qual vigas deslizam por trilhos conforme a tração de correntes de transmissão acionadas por motores, envolvendo o tecido no cilindro de apoio posicionado nas extremidades. Tal sistema permite o recolhimento completo da camada de proteção superior possibilitando a visualização desobstruída do céu e do edifício existente.
Conforma-se, assim uma proposta que busca lidar de maneira respeitosa com a multiplicidade da história do Mercado Público de Florianópolis, atentando, porém, para que tal intervenção feita de maneira precisa, possa potencializar o espaço como lugar democrático de encontro e convivência.

VALÉRY,Paul. Choses tues. Cahier d'impressions et d'idées. Paris, Éditions Lapina, 1930 Apud CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo, Companhia das Letras, 1990)


Central Roof – Public Market of Florianópolis

There is, in the context where the project operates, a multiplicity of concurrent times, conducted in the last 160 years by the influx of users to Florianopolis Public Market, whose history includes demolitions, changes of location, several renovations, and the active participation of generations of consumers, sales people and different administrations. The new roof for the central span, then, appears as another element in this narrative, and as such should respect and add to the existing, without becoming irrelevant or being characterized as mere closure. A new scale is created, protected from the elements, in order to adequately support new additional stories: temporary exhibitions, cultural performances, festivals, screenings, parades, etc.
“It is necessary to be as light as the bird not as the plume” VALÉRY,Paul (1930) apud CALVINO, Ítalo (1990) p. 28
Bearing in mind, that the architectural design consists essentially of a surface that rests above the existing context almost without touching it, the premise of lightness understood as precision and determination (CALVINO, I.), is critical. Lightness, thus perceived, is not linked merely to an absence of weight of the constructive system, but rather to a certain tension between the force of gravity and the suspended “V” shaped steel parts that hover steadily, slightly above the level of the existing roofs in order to create a void through where the air can freely circulate. To perform this composition, a system was sought that allows for the implementation of large spans with a minimum of components and whose arrangement is the result of a simple thought: the location of the two support points, 36 meters distant from each other, should take place over the central axis aligned with the existing pillars, so as to maintain the configuration of the previous space, and to prevent the new foundations from generating harmful interference to the basement of the historic building. Over the aforementioned pillars lays a main beam in rectangular profile to which intermediate “ribs” are connected, distanced from each other in spans of 12m and sloping towards the central gutter.
The uppermost layer consists of a lightweight and high strength membrane made of ETFE compound, with micro-printed pattern of silver circles to promote partial shading (variable from 10% to 50%) to the space below. It is envisaged, also, that this membrane could be retracted through an automated system in which beams slide within rails through the traction of motorized chains, which cause the fabric to roll wrapping over the roller positioned at the extremities. Such system should allow for the full retraction of the upper protective layer providing an unobstructed view of the sky and the existing building.
Thus, a proposal is conformed in a way that seeks to deal respectfully with the multiplicity of the history of Florianopolis Public Market, remarking, that such action carried through accurately, can enhance the space as a democratic place for meeting and public coexistence.

VALÉRY,Paul. Choses tues. Cahier d'impressions et d'idées. Paris, Éditions Lapina, 1930 Apud CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo, Companhia das Letras, 1990)

Concurso/Competition: 1º lugar/ 1st prize
Status: em desenvolvimento – under development
Área/Area: 1.020,00 m2
Autores/Authors: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes
Equipe/ Project Team: Bárbara Zandavali, Ana Julia Filipe, Maguelonne Gorioux, Felipe Gomes, Agatha Linck
Colaboradores/Collaborators: Eng. Sandro Norio Oyama

Localização/ Location: Florianópolis – Brasil



Palco da Pedreira Paulo Leminski

A topografia, a pedra e a vegetação são as conformadoras do sítio especifico do Parque das Pedreiras. Uma antiga pedreira mantida como local preservado a poucos minutos do centro da cidade hoje passa por adequações para manter sua operação como espaço para shows e manifestações culturais. A nova cobertura proposta é composta por uma bandeja reticular conformada para aguentar grandes cargas decorrentes de sua função e repousa sobre apoios que se mesclam com a paisagem e funcionam como espera para os aparatos técnicos.

Stage for Paulo Leminski Quarry

Topography, stone and vegetation are the conformers for the specific site of the Quarry Park (Parque das Pedreiras). The former quarry, maintained as a preserved place only a few minutes from the city center, today goes through adjustments to maintain its operation as a space for concerts and cultural events. The new Roof proposal for the stage consists of a reticular tray conformed to endure heavy loads due to the equipment it shall hold and rests on supports that blend with the landscape and function as support for technical devices.

Status: em construção – under construction
Área/Area: 1.186,00 m2
Autores/Authors: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes
Equipe/ Project Team: Lucas Issey Kodama, Felipe Gomes,
Colaboradores/Collaborators: Bernardo Bento, eng. Ricardo Henrique
Dias

Localização/ Location: Curitiba – Brasil



Exposição Prêmio Idea 2013

O projeto expositivo idealizado para o prêmio Idea 2013 desenrola-se a partir das premissas: Como expor os trabalhos dos premiados de maneira a manter e potencializar suas características, assim como fomentar a discussão sobre a produção do design brasileiro atual.
A exposição se organiza através de faixas perpendiculares ao fluxo museológico, delimita espaços e modifica o percurso, conforma sempre elementos de fundo para a contemplação dos objetos assim como possibilita o vislumbrar total da exposição, propicia dessa maneira dois momentos distintos: o do objeto único e suas associações como panorama.
As cores são decorrência da necessidade de um fundo expositivo escuro desmontado por pontos amarelos, cor do prêmio em 2013.

Idea 2013 award exhibition

The exhibition project conceived for the 2013 Idea award unfolds from the following premises:
How to exhibit the winning works so as to maintain and enhance its features, as well as foster discussion about the current Brazilian design production.
The exhibition is organized by strips perpendicular to the main flow, it marks spaces and modifies the route, it conforms background elements to the contemplation of the objects at the same time as it make it possible to glimpse the total exhibition, thus two different times are outlined: the single object and its associations as a panorama.
The color choice is due to the need for a dark expository background that is then dissolved by yellow dots - the color of the award in 2013- when it touches the ground.




Status: concluído – completed
Área/Area: 660,00 m2
Autores/Authors: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes
Equipe/ Project Team: Lucas Issey Kodama, Bárbara Zandavali, Felipe Gomes,

Localização/ Location: Curitiba – Brasil
Ano/Year: 2013



Casa Barigui

Do topo se contempla a vista, o parque, o vai e vem, as estações do ano e a natureza. Com o objetivo de ampliar as relações sensoriais com o exterior a casa define-se através de elementos verticais que por sua vez alinham as visuais e proporcionam não somente a vista mas como a exequibilidade da casa. Programaticamente divide-se em quatro pavimentos, no subsolo a garagem e áreas técnicas, no térreo a parte privativa, e nos dois pavimentos superiores a área social. A inversão do programa tido como corriqueiro (térreo = social) para térreo = privativo advém da tentativa de desfrutar socialmente das vistas do parque Barigui, um voyeur do principal parque curitibano.

Barigui House

From the top one contemplates the view, the park, the come and go, the seasons, and nature. With the objective of expanding the sensory relations with the outside, the house is defined by vertical elements that in turn align the visuals and provide not only a park’s perspective but also the house’s own feasibility. Programmatically it is divided into four floors: on the underground the garage and technical areas; on ground floor the private area; and on the two upper floors the social area. The inversion of the common program (ground floor = social) to ground floor = social stems from an attempt to socially enjoy Barigui park’s views, a voyeur of Curitiba’s main park.

Status: em desenvolvimento / under development
Área/Area: 460,00 m2
Autores/Authors: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes
Co-autor/Co-author: Lucas Issey Kodama
Equipe/ Project Team: Bárbara Zandavali, Felipe Gomes, Maguelonne Gorioux
Colaboradores/Collaborators: Eng. Ricardo Henrique Dias

Localização/ Location: Curitiba – Brasil



[Des]Dobrar from Rodrigo de Sá Jorge on Vimeo.



[DES]dobrar

A reflexão é uma repetição pervertida. Distorce, inverte e multiplica o espaço circundante embaraçando referenciais de localização. Um espaço composto por elementos refletivos é, portanto, um espaço de limites nublados: dentro, fora, longe, perto, frente, costas, único, múltiplo, real, reflexo. No campus universitário, cuja configuração busca a otimização e legibilidade a partir da repetição de respostas e signos pré-estabelecidos, surge a possibilidade de um espaço singular onde esta mesma repetição multiplica-se exponencialmente de maneira a materializar-se como objeto que ao mesmo tempo influencia e é influenciado por um local específico. Há, no entanto um elemento ainda mais importante a se considerar, aquele que ativa e dá significado aos objetos: o usuário/observador. Ao contrário de um mero espectador passivo, é o observador quem compõe a obra, através de seu posicionamento e de seu movimento no espaço. Tal movimento é, ainda, ‘refletido’ por objetos que “dançam” conforme a passagem dos transeuntes e os acusa de serem eles, também, atores em uma realidade múltipla, dinâmica e interconectada.

Reflection is a perverted repetition. It twists, inverts and multiplies the surrounding space distorting references of location. A space composed by reflective elements is therefore a space of blurred boundaries: in, out, far, near, front, back, unique, multiple, real, reflected. At the university campus, whose configuration searches optimization and readability by means of repeated answers and pre-established signs, arose the possibility for a singular place where this same repetition could be multiplied exponentially so as to materialize itself in a object that at the same time influences and is influenced by this specific location. There is, however, an element even more important to consider, one that activates and gives meaning to the objects: the user / observer. Unlike a mere passive spectator, it is the observer who composes the work through his/her position and motion in space. Such movement is then 'reflected' by objects that "dance" with the movement of passers and accuses them of being themselves also actors in a multiple reality, dynamic and interconnected.

The tectonics of the built elements should be very simple, for the execution was to be held by a two-person local welding company. In this sense the parametrized and carefully calculated project had to be translated to a low tech reality through the use of 1:1 print outs on sheets of paper, and a very close monitoring of the fabrication and building process. Constructively, the installation is composed of approximately 90 frames made of 3 cm square section profiles welded to a laser cut metal base. These frames are then enclosed with very thin reflective stainless steel plates. In the section where the parts leave the contact with the ground, a tridimensional curved truss structure was designed as an “arch” built with mechanically bent tubes and welded profiles, counterweighted by concrete blocks on its two support points. Near the center of the installation there are 10 “technologically filled” frames. With the use of windshield motors, belts, electric plates and proximity sensors it is possible to automatically rotate these metal prisms accompanying the passage of nearby observers through the space.



Técnica: aço, aço inox, elementos para automação
Local: Universidade Positivo ( R. Prof. Viriato Parigot de Souza, 5300 – Cidade Industrial – Curitiba – PR )
Ano: 2012
Área aproximada: 100m2

Concepção: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes, Juliano Monteiro, Ernesto Bueno, Lucas Issey, Hugo Loss, Mathilde Poupart, Lucille Daunay, Sabine Meister)

Projeto estrutural: Ricardo Dias
Projeto de automação: Fernando Marins
Produção cultural: Wellington Guitti
Execução da estrutura metálica: Bronx
Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade positivo
Colaboradores: Profa. Gisele Pinna, Prof. Adriano Dorigo, Prof. Alexandre Ruiz e Prof. Haraldo Freudenberg
Alunos: Bruna Fabre, Eduardo Witt, Gabriela Casagrande, Marcelo Loro e Marcela Furtado

Pictures: Rodrigo Jorge, Juliano Monteiro



Casas Cubo

Em Construção - Under Construction

Autores: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes,Juliano Monteiro.

Colaboradores: Lucas Issey Kodama, Arq. Ernesto Bueno, Mariana Bittencourt

Cliente: CasaLinea - www.casalinea.com.br
Local: Curitiba



TEDx UFPR

“Beyond what you see. A percepção humana não é uma consequência direta da realidade, e sim um ato imaginativo. No meio da enxurrada de informações diárias, a impressão é que a visão e audição provem tudo que se precisa saber. Mas há muito mais. A maioria das pessoas considera que a maior prova que podemos ter de um acontecimento é vê-lo com os próprios olhos. Movemos constantemente os olhos para fazer com que a região mais nítida recaia sobre diferentes pontos da cena que desejamos observar. Felizmente, o cérebro processa os dados, combinando as informações trazidas pelos dois olhos e preenchendo as lacunas, com o pressuposto de que as propriedades visuais de localidades vizinhas são semelhantes e sobrepostas. O resultado é um alegre ser humano sujeito à convincente ilusão de que sua visão é nítida e clara.
Usamos a imaginação para pegar atalhos assim como com as informações visuais, chegamos a conclusões e fazemos julgamentos com base em informações incompletas, e concluímos, ao terminarmos de analisar os padrões, que a “imagem” a que chegamos é clara e precisa. Mas se pararmos para pensar, será que é mesmo? O que há além do que é apenas percebido? Além das opiniões distorcidas e de nossos julgamentos viciados? O que há por trás daquela porta? Entre aqueles becos? Além dos sorrisos? E das lágrimas? Por trás dos gestos, da mudança e das histórias?
Vamos nos permitir ver além. TEDxUFPR. Além Do Que Se Vê.” – Texto de divulgação TEDx UFPR

TEDx UFPR

"Beyond what you see . Human perception is not a direct consequence of reality, but an act of imagination. Amid the flurry of daily information, the impression is that the vision and hearing provide everything you need to know. But there is more. Most people think that the best proof that we can have of an event is to see it with our own eyes. We constantly move the eyes to make the sharpest region of vision fall on different parts of the scene we want to watch. Fortunately, the brain processes the data by combining the information brought by two eyes and filling in the gaps, with the assumption that the visual properties of neighboring locations are similar and overlapping. The result is a cheerful human being subject to the convincing illusion that your vision is sharp and clear.
We use imagination to take shortcuts as well as visual information, we reach conclusions and make judgments based on incomplete information, and conclude, as we finish analyzing the patterns, that the "image" we have reached is clear and precise. But if you think about it, is it really? What's beyond what is merely perceived? Apart from the distorted opinions and rigged judgments? What's behind that door? Among those alleys? Beyond the smiles? And the tears? Behind the gestures, change and stories?
We will allow ourselves to see beyond. TEDxUFPR. Beyond what you see." - Disclosure text TEDx UFPR



Talks
Bel Pesce
Tiago Iorc
Fernando Gois
Fernanda Cabral
Gustavo Utrabo & Pedro Duschenes
Hand Talk
Tiago Dalvi
Pedro Pimenta
MSc. Paulo Vodianitskaia
Rafael Giuliano




Showroom Flexiv - reforma

1. Exterior:
Em primeira análise do problema proposto concluiu-se que havia uma quantidade excessiva de elementos e volumes na fachada existente os quais deveriam ser de alguma maneira reorganizados. A solução constituiu-se à partir de um envelope que proporcionaria unidade visual e destaque ao principal ponto de interesse: a esquina do lote. Concomitantemente, essa camada de proteção deveria se dobrar para deslocar o olhar até o segundo ponto com maior necessidade de legibilidade: o acesso.
Definiu-se o método construtivo da fachada à priori, e o mesmo processo da fabricação de peças de mobiliário deveria ser utilizado: chapas finas, perfuradas na puncionadeira comporiam a nova camada entre exterior e interior. Tal solução de fechamento possibilitaria, ainda, uma melhora em aspectos de conforto, uma vez que sombreia os planos de vidro, diminuindo a incidência de radiação solar no interior, e consequentemente a carga de ar-condicionado. Restava desenvolver o padrão de perfuração de maneira coerente à forma e ao processo de produção. Para tanto, optou-se por utilizar somente as ferramentas padrão da máquina - círculo, quadrado e retângulo – sobre um grid regular de 5x5 cm, no qual o tamanho dos recortes varia para criar maiores ou menores densidades.
Após inúmeras tentativas frustradas de compor manualmente um desenho que desmaterializasse a forma do edifício, voltamo-nos ao próprio material em busca de possíveis soluções. O processo de oxidação do aço gerava uma textura extremamente interessante que poderia ser direcionado para o formato necessário através da aplicação de ácido em diferentes momentos. O padrão de ferrugem ideal foi então parametrizado com as formas de punção selecionadas e traduzido ao sistema da puncionadeira para subsequente produção das chapas perfuradas.

2. Interior:
A intervenção interna consistiu na completa reestruturação dos fluxos de circulação ocasionada pela simples mudança de posição da passagem entre as duas tipologias construtivas existentes (barracão e residência). A conexão através do eixo central foi substituída por duas aberturas que permitiram um percurso circular com início e fim na área reservada aos vendedores. À partir desse caminho principal surgem os espaços expositivos, separados por divisórias semitransparentes, bem como as áreas de reunião, apresentação e de apoio. Buscou-se, ainda, uma clareza espacial advinda de uma palheta de cores neutras para destaque do mobiliário exposto, e a hierarquização dos pés-direitos, os quais atuam para salientar transições funcionais.

Showroom Flexiv - renovation

1. Exterior:
In the first analysis of the proposed problem it was concluded that there was an excessive amount of components and volumes in the existing facade that should be rearranged in some way. The solution consisted of an envelope that would provide visual unity and emphasize the main point of interest: the corner of the lot. Concomitantly, this layer of protection then folds itself to shift gaze to the second point with the greatest need for legibility: the access.

The constructive method of the façade was defined a priori, and the same process of manufacturing furniture pieces should be used: thin sheets, perforated by a specific machine would compose the new layer between the exterior and interior. This enclosing solution further enables an improvement in aspects of comfort, since it shades the flat glass, reducing the incidence of solar radiation on the inside, and thus the air conditioning load. Still, the perforation pattern remained to be solved in a consistent manner to form and production process. To this end, we chose to use only the standard tools of the machine - circle, square and rectangle - on a regular grid of 5x5 cm, in which the size of the cutouts varies to create higher or lower perforation densities.
After numerous failed attempts to manually compose a drawing that dematerialize the shape of the building, we turned to the material itself for possible solutions. The process of steel oxidation produced extremely interesting textures that could be directed into the desired format through the application of acid at different times. The ideal pattern of rust was then parameterized with the selected puncture shapes and translated to the punching machine for subsequent production of the perforated steel plates.

2. Interior:
The internal intervention consisted of the complete restructuring of circulation flows caused by the simple change in position of the connection between the two existent building typologies (shed and house). The connection through the central axis was replaced by two openings that allowed for a circular route starting and ending in the area reserved for vendors. From this main path arise the exhibition spaces, separated by semi-transparent walls, as well as areas for meeting, presentation and support. Furthermore, we sought spatial clarity derived from a palette of neutral colors in order to highlight the furniture displayed, and the hierarchy of ceiling heights, which act to highlight functional transitions.

Status: Interior: completo/completed; exterior: em desenvolvimento/ under development
Área/Area: 660,00 m2
Autores/Authors: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes
Equipe/ Project Team: Lucas Issey Kodama, Felipe Gomes,
Cliente/ Client: Flexiv - www.flexiv.com.br

Localização/ Location: Curitiba – Brasil
Ano/ Year: 2013-



TOQ

* Winner Worlddidac Award 2012 Category Innovation

A mesa educacional TOQ desenvolvida para a Divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática permite que os alunos manipulem conteúdos educacionais digitais por meio de uma tela horizontal sensível ao toque. Ao reunir tecnologia com conteúdos interativos e contextualizados a TOQ busca tornar o processo de aprendizagem mais divertido e intuitivo. Devido as suas dimensões ela possibilita não somente relações com o meio digital mas também relações sociais imediatas entre os usuários.

The educational board TOQ developed for the Educational Technology Division of Positivo Informatics allows students to manipulate digital content through a horizontal touch screen. By bringing together technology with interactive and contextualized content, TOQ searches to make the learning process more intuitive and fun. Its size enables not only relations with the digital medium but also immediate social relationships among users.

status: concluído
equipe: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes, Dari Beck e Ronaldo Duschenes, Juliano Monteiro

cliente: Positivo Informática
fabricante: Flexiv
ano do projeto: 2012
ano de conclusão: 2012



Edifício Irati

status: em desenvolvimento
Autores: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes,Juliano Monteiro

Colaboradores: Lucas Issey Kodama, Arq. Ernesto Bueno, Mathilde Poupart, Lucille Daunay

Localização: Curitiba – Brasil



E3


Autores: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes, Lucas Issey Kodama

Tamanho: Variável

Helix Code

#x(t) = R*cos(k*t)
#y(t) = R*sin(k*t)
#z(t) = t

nPts = 2400
print “Creating %s points”%nPts
for i in range(nPts):
x = random.random()
y = random.random()
z = random.random()
v = geompy.MakeVertex(x, y, z)
geompy.addToStudy(v, “Vertex_%d”%(i+1) )
print “Done”

print “Creating a spiral”
nbPeriods=2
period=1e-2
t=0
step=period/50
ptList = []
while (t<=2*math.pi*period):
x=math.cos(2*math.pi*t/period)
y=math.sin(2*math.pi*t/period)
z=t*50
t += step
v = geompy.MakeVertex(x, y, z)
geompy.addToStudy(v, “Helix_%f”%t )
ptList.append(v)
polyline = geompy.MakePolyline(ptList)
interpol = geompy.MakeInterpol(ptList)
geompy.addToStudy(polyline, “polyline” )
geompy.addToStudy(interpol, “interpol” )
print “Enjoy”




Entre Escalas

A instalação é o produto final do workshop “Entre Escalas” o qual abordou temas como fabricação digital, design paramétrico e relações de escala na criação de um mobiliário urbano a ser implantado na Praça Espanha em Curitiba. O nome Entre Escalas foi sugestivo, uma vez que o mobiliário deveria servir como playground para as crianças e apoio/arquibancada para shows de jazz que acontecem na praça.

Buscou-se propiciar aos alunos a experiência de passar pela elaboração de conceitos até fabricação e montagem final em um período extremamente curto, com o uso ferramentas paramétricas de projeto, relacionado todo o processo com necessidades arquitetônicas específicas. Houve uma série de palestras sobre o assunto e tutoriais de programas paramétricos, seguidos por uma intensa charrete (concurso de curta duração). Estiveram presentes os arquitetos e tutores Gustavo Utrabo, Juliano Monteiro, Pedro Duschenes, Ernesto Bueno, Lucas Issey, Thiago Mundim e o engenheiro Ricardo Dias.

Após a realização do workshop, os participantes foram convidados para desenvolver uma síntese dos projetos propostos. Em seguida, foram trabalhados problemas de estrutura, materiais, lógica de montagem e segurança.

A solução final deriva de uma espécie de labirinto que desperta na criança o estranhamento e a curiosidade de saber o que está por vir. Externamente a forma hexaédrica de 4m x 4m x 1,5m de altura, fabricada com madeirite, contrasta com a fluidez dos caminhos internos. A geometria radial interna gera um grau de transparência visual que permite aos pais acompanhar seus filhos durante o trajeto através de túneis convergentes até o espaço central em forma esférica. Também possibilita uma visão única do mundo exterior filtrada pela estrutura proposta.

Em agosto de 2011 a instalação esteve disponível na Praça da Espanha, em Curitiba, para que todos pudessem observar a reação, tanto de crianças quanto adultos, ao ver algo inusitado em um lugar comum de convívio. As crianças, sob olhar atento dos pais, puderam explorar uma nova experiência espacial e também estabelecer uma forma de brincar particular, relacionada a atividades habituais como escalar, engatinhar e se esconder, a partir do contato com o “brinquedo paramétrico”.

“Entre Escalas” foi uma parceria entre, Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes, Juliano Monteiro, Ernesto Bueno, Lucas Issey Thiago Mundim e Centro Estudantil Geral de Arquitetura e Urbanismo (CenEGAU) com apoio do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e organização de João Victor Monteiro.

Agradecimentos especiais para:

Bruna Hobi, Maria Eduarda Camilotti, Mariana Bittencourt, Renate Louise Pierotto e João Victor Monteiro

E todos os alunos que participaram do Workshop “Entre Escalas”

The Installation is the final product of “Entre Escalas” Workshop, which engaged subjects of parametric design, digital fabrication and the issue of scale on the creation of urban furniture to be implemented at the Spanish Square (Praça da Espanha) in the neighborhood of Batel, in Curitiba – Brazil. The name “Entre Escalas (In Between Scales)” was suggestive as the furniture had to serve the children as a playground, at the same time as bleachers for jazz shows happening in the square.

To get from concept to fabrication and assembly in a very short span of time using parametric tools and relating that to specific architectonic needs were the themes intended to be grasped by the students . There were series of lectures related to the subject, as well as specialized computational classes, followed by an intense design competition. The architects and tutors present were Gustavo Utrabo, Juliano Monteiro, Pedro Duschenes, Ernesto Bueno, Lucas Issey, Thiago Mundim and the structural engineer Ricardo Dias.

After the workshop, the students develop a synthesis of the previously proposed designs inside the office. In this phase problems of structure, materials ,fabrication, assembly logic and health and safety were addressed.

The final design derives from a labyrinth, and aims to awake in the children feelings of estrangement and the curiosity of not knowing what comes next. Externally, the 4m x 4m x 1.5m box form, made with the cheapest construction plywood available, contrasts with the fluid internal paths. The inner radial geometry generates a degree of visual transparency that allows the parents to follow their children through the tunnels that lead to the sphere shaped central space. It also enables fascinating multi-framed views to the surrounding environment.

In August 2011 the installation was exposed at the Spanish Square (Praça da Espanha), so that all could observe the reaction, from both adults and children faced with something unusual built in a common public place. The children, under close supervision from their parents, could explore a new spatial experience, as well as establish a singular form of playing, yet related to regular activities such as climbing, crawling and hiding, through the contact with the “parametric playground”.

“Entre Escalas” Workshop was a partnership between Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes, Juliano Monteiro, Ernesto Bueno, Lucas Issey , Thiago Mundim (www.thiagomundim.net) and CenEGAU with support from the Architecture and Urbanism Course at the Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) and coordination by João Victor Monteiro.

Special Thanks to:

Bruna Hobi, Maria Eduarda Camilotti, Mariana Bittencourt,Renate Louise Pierotto, João Victor Monteiro.

And all the students that participated in the Workshop “Entre Escalas”



Worshop UEM

15 horas de trabalho - Da teoria a prática . 15 hours of work from teory to practice.

GROUP 1:
Isabela Elicker Zampronio
Miriam Carla Cunha Pacheco e Silva Tavares
Aryadne de Albuquerque
Dirceu Almeida Gazola Junior
Isabela Trevizan Lopes
Silvia Catherine Andrian
Gabriela Palonbino

GROUP 2:
Claudia Araujo Guzzo
Vanessa Calazans da Rosa
Bruno Veiga
Luisa Marchiori
Daniela Braz Pimentel
Lucas Betinardi Silva
Vinícius Alves de Araujo

GROUP 3:
Pollyana Machiavelli
Karen Miyuki Tamura
Gabriela de Oliveira Bragança
Mariana Amabile Bofete Santana
Daniela Tiemi Asanome
Leandro Hernandes Leme
Rafaella Aparecida Falkenback
Leonardo Costa Pereira
Isabella Caroline Januário

GROUP 4:
Maria Alice da Silva Caparroz
Maria Claudia Carnielli Mukai
Patrícia Pereira Troli
Alexcia dos Santos Gesualdo
Daniel Maioli
Luisa Spagnollo Manoera
Juliana Soares de Biagio
Vinícius Balbino Pereira

GROUP 1: Rede e bancos entre palmeiras (Hammock and benches between palm trees)
GROUP 2: "Túnel" e espaço para sentar ("tunnel"/ seating space)
GROUP 3: balanço e cobertura (swing and covering)
GROUP 4: banco contínuo em frente à quadra de esportes (continous bench in front of sports court)



Conext
*Premiado no Salão Design Casa Brasil – categoria mobiliário corporativo

equipe: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes e Studio Flexiv de Design - Ronaldo Duschenes, Guilherme Duschenes e Dari Beck.

localização: Curitiba PR, Brasil
cliente: Flexiv - www.flexiv.com.br
fabricante: Flexiv.
ano do projeto: 2012



Approach

Acima de tudo, os autores falam da necessidade para procurar alternativas em lugar de soluções. Isto os conduz à conclusão adicional de que “há um mesmo valor de verdade entre argumentativas díspares.” Por isto, “o diverso [se torna] um duto por onde podem afluir novas concepções.” Graham Harman


Above all, the authors speak of the need to look for alternatives rather than solutions. This leads them to the further conclusion that “there is an equal value of truth between distinct argumentative propositions.” For this reason, “the diverse... [becomes] a duct through which new concepts flow.” Graham Harman

Preface
Graham Harman
Ligatio
Hugo Loss . Gustavo Utrabo . Juliano Monteiro . Pedro Duschenes
Farming in the Anthropocene
Nannette Jackowski . Ricardo de Ostos
Impetus
Léopold Lambert
Mappings
Bernardo Bento

Would you like one? Send us an e-mail. mail@alephzero-arq.br


Unipampa
status: concurso | 2o Colocado

Autores: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes,Juliano Monteiro.

Colaboradores: Mathilde Poupart, Lucille Daunay, Sebastian Huth, Marcela Furtado, Lucas Issey Kodama, Arq. Ernesto Bueno

consultor: Eng. Ricardo Dias (estrutural)

área construída: 3.800 m2
localização: Santana do Livramento – Brasil
ano do projeto:2011



Ligações Urbanas

A profundidade urbana manifesta-se tanto física como sensitivamente de maneiras diversas, em uma cadência especifica ao usuário e às continuas conexões propiciadas pela cidade, dentro de uma conectividade das partes com o todo.

Distintas peças conectam-se possibilitando um arranjo intertravado estruturalmente específico ao local.

Urban conection

The urban depth emerges physically and sensitively in different manners, in an arrange specific to the user and to the multiple relations made possible by the city, inside a connectivity between the parts and the whole.

Distinct components link forming an interlocked arrangement structurally specific to the site.

status: construído – build
equipe: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes, Juliano Monteiro, Ernesto Bueno, Lucas Issey e Marcela Furtado
localização: Rua 24 horas Curitiba, Brasil
cliente: Instituto Municipal de Turismo
área do terreno: 25 m2
ano do projeto: 2011


MOB

equipe: Gustavo Utrabo, Juliano Monteiro, Pedro Duschenes, Ernesto Bueno e Lucas Issey
tamanho: 50X50X200cm
fabricante/venda: Flexiv

Showroom Curitiba
Rua Nilo Peçanha, 420 – Centro Cívico – PR, 80520-000
(0xx)41 3322-9006
Showroom São Paulo
Rua Gabriel Monteiro da Silva, 1984 – Jardim Paulistano – SP
(0xx)11 3086-0068

ano do projeto: 2010
ano de construção: 2011


PDV móvel

Dois materiais unem-se em um ângulo específico para formar um ponto de relacionamento. O contato humano como ponto atrator dentro de um sistema previamente estabelecido. O ângulo vertical existente no ponto de venda móvel provém da necessidade de uma distinta relação cliente operador e não do anseio de satisfazer o desenho.

O Poliestireno de alto impacto com seus vincos cumpre com as necessidades estruturais assim como proporciona distinta relação com o cliente e uma boa manutenção por parte do proprietário. Os elementos metálicos estruturam o objeto e possibilitam o uso de diversos componentes eletrônicos para seu perfeito funcionamento. Suas medidas são decorrentes de questões ergonômicas e funcionais para as operações necessárias.

A customização proporciona flexibilidade tanto de uso como estética, pois distintas cores podem ser empregadas, assim como variados aparelhos eletrônicos, possibilitando diferentes composições funcionais.

O PDV móvel recebeu o prêmio Idea Brasil 2011, endossado por IDSA, na categoria ‘Comerciais e Industriais’. O móvel ficou exposto no mês de agosto de 2011 com os outros vencedores no Conjunto Nacional, na cidade de São Paulo.

‘Two materials unite in a specific angle form a point of relation. The human contact as an attractive point inside a previously established system. The vertical angle at the point of existing mobile sales come from the need for a different relationship between operator and client, not to satisfy the desire of the drawing.

The high impact Polystyrene with their creases fulfills the structural needs and provides different customer relations and good maintenance by the owner. The metallic elements structure the object and enable the use of various electronic components for its perfect functioning. Its measures are derived from functional and ergonomic issues for the necessary operations.

The customization provides flexibility of use as much aesthetic as distinct colors can be employed, as well as various electronic devices, enabling different functional compositions.
The Mobile PoS was awarded by Idea Brazil 2011, endorsed by IDSA, in ’Business and Industry’ category.

status: concluído
equipe: Gustavo Utrabo, Juliano Monteiro, Pedro Duschenes, Dari Beck e Ronaldo Duschenes
localização: Curitiba PR, Brasil
fabricante: Flexiv
cliente: Bematech
ano do projeto: 2010
ano de conclusão: 2011

The Mobile PoS was awarded by Idea Brazil 2011, endorsed by IDSA, in ’Business and Industry’ category.’



Porto Olímpico

status: concurso

equipe: Emerson Vidigal, Gustavo Utrabo, , Eron Costin, Dario Correa,Felipe Sachs, Thiago Maoski, Juliano Monteiro, Adriane Nunes, Pedro Duschenes, Fábio Faria, João Cordeiro, Mocir Zancope.

consultores: Eng. Jeferson Andrade Rezende (Estrutural), Arq. Alexandre Ruiz da Rosa, Arq. Sergio Fernandes Tavares (Conforto), Arq. Alessandro Filla Rosanelli (Paisagismo), Arq. Carlos Garmatter Neto (Acessibilidade)
área construída: 888.270 m2
localização: Rio de Janeiro
ano do projeto:2011



Voronoi Study

status: construído- build
equipe-team: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes, Juliano Monteiro, Ernesto Bueno, Lucas Issey

Local:Curitiba PR, Brasil

ano-year:2011



Passagem sob o Eixão
Concurso - Mensão Honrosa

Passagens

Da transposição das fluídas artérias automobilísticas do Eixo Rodoviário surge a possibilidade de um segundo local de alto fluxo, uma concessão funcional submersa no plano piloto. Ao contrário do vasto horizonte da superfície, sua escala é reduzida, uma possibilidade de aproximação singular na capital federal.

O espaço limitado, associado inicialmente à insegurança, oferece, por outro lado, oportunidades para explorações poéticas diferenciadas. Vazios são inseridos para trazer ventilação e luz natural em um gradiente de sombras que atenua o efeito de ofuscamento. Cria-se uma atmosfera, onde elementos metálicos refletem o “oculto” da quina e a luz da superfície e cuja distribuição transborda os limites do meramente funcional para criar uma nova possibilidade sensorial. Como fragmentos de um mosaico de Athos Bulcão, as placas refletivas distinguem-se em padrões de texturas com gramaturas variadas em uma escala familiar ao percurso da população Brasiliense.

Acessos

Se abaixo da cota das vias, ocorre uma inversão de escala e certa liberdade de proposição espacial, na superfície há que se respeitar a paisagem planejada, a qual não demanda a criação de novas alegorias dissonantes. Propõe-se, então, como referência visual, o elevador, instrumento que marca o deslocamento vertical, a transposição dos níveis e indica pontualmente a conexão do sobre com o sob. A marcação clara e configuração ampla, contando, quando possível, com rampas e plataformas, incentivam o uso de pedestres e ciclistas colaborando na redução de acidentes no Eixo Rodoviário.

Largo

Surge, então, um terceiro espaço, nem comprimido como as passagens subterrâneas, nem aberto como a planície da capital. Mais precisamente nos declives entre as vias. Ali, o espaço não delimita-se mais pela imagética de Brasília, ou pelas grossas paredes dos túneis, mas a partir de sua própria necessidade de escala calcada no comércio de pequeno porte. Uma escala de dilatação (largo) em relação às passagens estreitas, e de proteção frente à imensidão das vias. Suas unidades são construídas modularmente conforme o tamanho padrão das peças metálicas, possibilitando um crescimento proporcional da escala intermediária. Em pontos específicos estão localizadas bacias de contenção, para os períodos de chuvas, cobertas com vegetação específica, as quais colaboram para manutenção da umidade do ar no cerrado. Tem-se, assim, espécie de assentamento inicial, cuja dimensão concentra o grande fluxo de passantes, favorecendo o comércio e o encontro.

Molduras Vegetais das Superquadras

A escolha de árvores específicas, o desenho dos acessos com marcação vertical estritamente necessária, bem como o respeito à cota limite das vias, tem por objetivo interferir o mínimo na faixa vegetal que circunda e identifica as Superquadras, assim como as características típicas da paisagem urbana rodoviária previstas no plano piloto.

Conclusão

A distinção ritmada entre espaços de diferentes escalas estrutura os vazios e assegura uma marcação urbana singela no contexto proposto por Lucio Costa, surgindo como modelo possível para as 16 intervenções de características semelhantes.
Crossings

From the passages under the fluid transportation arteries of the Eixo Rodoviário, arises the possibility for a second place of high flow, a functional concession submerged in the master plan. Unlike the vast horizon above the surface, its scale is reduced, revealing the possibility for a unique approach in the federal capital.

The limited space, initially associated with insecurity, offers in other hand, the opportunities for differentiated poetic investigations. Gaps are inserted to bring natural light and ventilation in a gradient of shadows that mitigates the effect of glare. An atmosphere is created, where metallic elements reflect the “hidden” part behind the corner and the surface light, and whose distribution overflows the bounds of the merely functional to create a new sensory possibility. As fragments of a mosaic from Athos Butão, the reflective plates differ in patterns of varied textures in a scale familiar to the pathway of the local population.

Access

If below the track’s surface, there is an inversion of scale and a certain freedom for space proposition, above them, the planned landscape must be respected, which does not require the creation of new discordant allegories. It is proposed, then, as a visual reference, the elevator, an instrument that marks the vertical displacement, the transposition of levels and punctuates the connection of the above with the below. The clarity of the proposal and the broad configuration, utilizing ramps and platforms when possible, encourage the use by pedestrians and cyclists collaborating in the reduction of accidents along the main road axis.

Largo

A third space then arises, neither compressed as the underpasses, nor open as the capital’s plains. More precisely: the slopes among the tracks. There, the space is not defined anymore by the imagery of Brasilia, or by the thick walls of the tunnels, but from its own need for a scale grounded in small trade; a scale of expansion (Largo) in relation to the narrow passages, and of protection against the magnitude of the highways. Its units are built modularly following the standard size of metal parts, allowing for a proportional increase of the intermediate scale. Located at specific points, are drainage elements for the periods of rain, covered with vegetation which cooperate to maintain the humidity in the cerrado’s air. It is, therefore, a kind of initial settlement, whose size concentrates the large flow of pedestrians, encouraging trade and meeting.

Vegetation Frames around the Superblocks

The choice of specific trees, the design of accesses only with the strictly necessary vertical marks, as well as the respect to the level limit of highway, aims to interfere as little as possible at the vegetation track that surrounds and identifies the Superblocks, as well as the characteristics of the urban landscape planned in the original master plan.

Conclusion

The rhythmic distinction between spaces of different scale structures the gaps and ensures a simple urban markup in the context proposed by Lúcio Costa, emerging as a possible model for the 16 interventions of similar characteristics.

status: concurso | Menção Honrosa

Autores: Gustavo Utrabo, Juliano Monteiro, Pedro Duschenes.

Colaboradores: Mathilde Poupart, Lucille Daunay, Lucas Issey Kodama, Arq. Ernesto Bueno e Sabine Meister.

consultor: Eng. Ricardo Dias (estrutural)

localização: Brasília – Brasil
ano do projeto:2012



Aldeia Coworking

status: construído
equipe: Gustavo Utrabo, Juliano Monteiro, Pedro Duschenes, Ernesto Bueno, Lucas Issey e Mariana Bittencourt
localização: Curitiba PR, Brasil
cliente: Aldeia Coworking
área construída: 140 m2
ano do projeto: 2010
ano de construção: 2010



Convection Slum


A proposta localizada na favela da Rocinha (Rio de Janeiro, Brasil) corresponde diretamente às necessidades espaciais e a falta de superfícies passíveis de serem habitadas.

A edificação pretende manter a diversidade de eventos gerados pela favela em seus pequenos espaços intersticiais. Decorrente deste fato o edifício molda-se espontaneamente na mistura de espaços ricos e sustentáveis. A vivacidade espacial da edificação provém da grande quantidade de funções e moradores, os quais poderão ter a possibilidade de chegar e habitar o edifício. A edificação se formaria gradativamente, decorrente da demanda e do translado dos então moradores da rocinha. Com isso seria possível livrar o solo e transformá-lo uma vez mais em floresta atlântica.

Pobreza, fome, discriminação, realidade vivida.

Experiência de vida.

Direito constitucional porem não real de uma moradia, de uma dignidade ao ser humano. De que forma seria possível associar falta de espaço habitável e uma enorme quantidade de pessoas na periferia de uma das maiores cidades do país? Como, através da arquitetura criar possibilidades de enriquecimento, aprendizado para quem ainda briga por um dia de sobrevivência no caos?

Diferença entre espião vivido e espaço projetado. Diferenças de ocupação do espaço e previas definições e regimentos para uma suposta organização. A organização dentro de uma favela se assemelha a uma disputa por sobrevivência onde a forca, seja ela política ou física, aliada com o baixo orçamento cria espaços de enorme inocência, espaços humanos ao extremo, um exemplo de arquitetura viva nada de erros ou acertos e sim uma enorme gama de diferenças. Pluralidade. Experiências. Cultura.

As circulações verticais exploram as diversas possibilidades de chegada, levando os usuários de um espaço de transição para outro. As circulações verticais sempre possuem como partida e chegada um espaço de interação, espaço criador de convivência. A edificação é provida por uma circulação principal e diversas circulações verticais secundárias. Hierarquia estabelecida na circulação vertical, principal, ligamentos, secundarias, múltiplas possibilidades. As circulações verticais secundárias funcionam como elementos transitivos locais, misturando os usos e promovendo contato.

A edificação atinge mais de 500m de altura e possibilitaria habitação para milhares de pessoas.

Os usos educacionais e comerciais surgem para suprir a falta existente hoje na rocinha, agregando serviço, atraindo a habitação e permanência. Suas fachadas seguem diferentes e determinadas tipologias, porém essas não aplicadas ao uso, mas sim ao espaço e a memória coletiva.

Espaços intersticiais são os espaços vivos das favelas, pela falta de espaço privado e pela grande densidade os encontros forçados ocorrem nas ruas, o limite entre público privado se torna invisível e praticamente inexistente, porem não se torna um problema pela cultura de miscigenação. O multi-espaço torna-se a praça de encontro da comunidade local. Assim, esse espaço é conseqüência do processo particular, de um espaço de diferença, uma condição do entre.

Project conducted for the 2009 eVOLO skyscraper competition.

The proposal located in the Rocinha slum (Rio de Janeiro, Brazil) is directly related to space needs and the lack of habitable land.The building wants to maintain the diversity of events generated by the ìfavelaî in its interstitial spaces. Resulting from this fact the building is shaped spontaneously in a rich mixture of sustainable spaces. The spatial liveliness of the building comes from the large number of functions and users, who may be able to live in the building in a quickly way. The building will be build gradually, according to the demand and the transfer of the Rocinha¥s residents. Within this act, the ground could be freed and reverted once again in the Atlantic forest.

Poverty, hunger, discrimination, lived reality.

Life experience.

Constitutional law but not a real statement of the living act, the dignity of a human being. In what way could we involve a lack of habitable space and a huge amount of people on the periphery of one of the largest cities in the country? How to create opportunities for enrichment and learning through architecture for those who still fight for a day of survival in the chaos?

Difference between living space and designed space. Differences in the use of the space and the previous definitions and regulations for a supposed organization. The organization in a slum is similar to a competition for survival, where the strength, be it political or physical, coupled with the low budget creates huge spaces of innocence, human spaces in the extreme, an example of architecture, not good or even bad but a huge range of differences. Plurality. Experiences. Culture.

Interstitial spaces are the living spaces of slums, this spaces are the consequence of the lack of private space and the high density, forcing the streets meetings, so the boundary between public and private becomes invisible, almost non-existent, but does not become a problem for the culture of miscegenation. The multi-space (the transition area) becomes the meeting place of the local community. Thus, this space is a consequence of the particular process, an area of difference, a condition in between.

The building of more than 500mt and will allow housing for thousands of people.

The vertical circulation explores some possibilities of arrival, leading the users from an area of transition to another. The vertical circulation always starts and stops in an interaction space, a huge living space. The building is provided by a major vertical circulation and various secondary circulations. Hierarchy established in the vertical movement, the principal, the generator of the multiple possibilities. The secondary vertical circulations act as a local transitive element, mixing the uses and promoting contact.

status: concurso
equipe: Gustavo Utrabo, Pedro Duschenes, Juliano Monteiro e Thiago Valerio
localização: Rio de Janeiro, Brasil / Nova York, EUA
cliente: eVolo09
ano do projeto: 2008/2009

The educational and commercial uses appear to meet the lack existing today in Rocinha, adding service and attracting housing. Its facade follows some different typologies, but these do not apply to the use, but for a special character and for a collective memory.